Este blogue foi criado com a intenção de fazer uma catarse dos terríveis momentos que se atravessam num divórcio.
Este período foi acompanhado de perto pelos meus amigos, o que, do fundo do coração, lhes agradeço!, e também por pessoas que não conheço nem fazem ideia quem eu seja.
Por estranho que pareça, escrever aqui ajudou-me a superar a dor e ler os comentários de apoio dos amigos foi precioso (mais uma vez, OBRIGADA). Se alguém a ler os meus posts escritos com raiva, dor, indiferença, surpresa, descrença no futuro e agora com alguma esperança, se sentiu menos só então o blogue atingiu uma meta nunca imaginada.
Neste momento, ao ler o comentário da Divagando_Sempre ao post anterior, decidi por um ponto final neste blogue. É agora tempo de me virar para a frente, deixar o passado e aproveitar e sugar o tutano da vida enquanto tiver força e saúde!
No entanto, não o vou apagar para já...
Farewell my friends!!! Love you all!!!
sábado, 6 de setembro de 2008
Viragem
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Verdade Amarga
- Não vai gostar de ouvir o que lhe vou dizer, disse a psicóloga, mas o seu marido era assim porque a senhora lho permitiu!...
É verdade, porra!
Se eu tivesse pensado em mim,
e delas não fugiria!
E talvez, sim, talvez
ele não tivesse vivido para si próprio,
talvez tivesse visto que
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Quatro meses
Faz na quinta-feira 4 meses que se divorciou.
Olhando para trás, o balanço é absolutamente positivo!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Mais uma pazada de terra
O pior cego é aquele que não quer ver e ela foi
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ninguém diria
Ninguém diria, mas hoje, numa reunião chata, conseguiu fazer HUMOR com o seu divórcio.
Diria que é um avanço, um passo de gigante, na direcção da sua libertação total...
Só tenho a dizer: Boa, miúda!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Ajudas-me?
Estava eu, no fundo do poço
do desespero e da solidão
e tu... não sabias.
Estavas tu, no fundo do poço,
do mesmo poço que eu
e eu... não sabia.
Um dia,
olhámos para fora de nós e vimo-nos.
A solidão morreu ali,
porque eu tinha-te a ti
e tu tinhas-me a mim.
Entrelaçámos os braços,
encostámos as costas
e juntos,
subimos o poço.
Passo a passo,
tijolo a tijolo,
matámos o desespero,
voltámos a sorrir
e
recomeçámos a viver.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Carta
Agora mesmo resolvi escrever-te.
Não consigo dormir.
Não estares bem deixou-me preocupada.
Adicionando os meus mortos desenterrados à hora de jantar, obtemos uma equação em que o primeiro membro é falta de paz e o segundo falta de sono. Equação possível e indeterminada, como se sabe.
Fui buscar o portátil e estive a navegar, sem rumo nem norte, na internet e em pastas residentes aqui no computador.
E foi aí que te vi. Uma foto tua, tirada pela tua filha, no solstício de Verão. Estavas feliz, pois estavas com quem amas.
E foi aí que me apeteceu dizer-te:
Pensei em "sms"ar-te, mas irias acordar.
Pensei em "email"ar-te, mas é vulgar.
Assim, resolvi "post"ar-te.
Tu és belo.
Tu és lindo.
Tivessemos agora o coração limpo de mágoa...