sábado, 31 de maio de 2008

Solidão

Ao fim de 33 dias após a dissolução do casamento, pela primeira vez, ela sentiu-se só.
Muito só.
Mesmo, mesmo só.

Quando estava na cama a tentar ler um pouco, a mente vagueava-lhe e não o conseguiu fazer.
A cadela não sossegava e assim, não podia dormir com 20kg impacientes e irrequietos.
Foi então que lhe deu o baque:

Que vontade de dormir encaixada,
nos braços e no calor
do seu amor.
Triste, triste mesmo,
foi que dormiria
nos braços de alguém
que estivesse disposto
a abraça-la!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

AGORA vs ANTES

Ainda há TRÊS dias apenas, ela declarou estar tranquila.
Hoje, não esteve tranquila.

O filho dissera-lhe, feliz e expectante, que o pai os vinha ver hoje, sexta-feira.

Tantas sextas-feiras que ela tinha gostado que ele estivesse disponível para a família e ele não estava.

Afinal só está disponível no sábado ou domingo.

Tantos domingos que ela quis passar com ele e era impossível.

E AGORA ele tem domingos livres!



E AGORA come Bacalhau à Brás
com prazer e sem se queixar do estomâgo.
Em casa da mãe, sublinhe-se, pois em casa deles não comia!

porque lhe fazia mal,
porque tinha muita gordura,
porque não era saudável,
porque era um desperdício de bacalhau,
porque tinha batatas fritas,
porque tinha ovo!


AINDA O HÁ-DE VER A FAZER UM TRATAMENTO DE FERTILIDADE!!!
E AÍ ELA MATA-O, MATA-O COM AS PRÓPRIAS MÃOS!!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tranquilidade

Ela nunca pensou conseguir viver sem ele, mas o balanço destas quatro semanas mostraram-lhe o contrário.

Ela consegue viver sem ele e mais, consegue fazê-lo com tranquilidade.

Não afirma que é feliz. Apenas afirma que está tranquila, bastante tranquila: já não se preocupa se ele vem jantar ou não,
se ele dorme em casa ou não,
se ele chega atrasado ou não,
se ele atende o telemóvel ou não,
se ele inventa uma desculpa esfarrapada ou não...

Ele deixou de estar na equação da vida dela e é fantástico!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Paz

Hoje, ela esteve em paz.
Levou os filhos à lição extra de vela e veio para casa, pois tinha combinado com o pai que seria ele a buscá-los.
Chegou a casa ainda cedo e teve um prazer tão querido, pode dormir até ao fim da manhã, sem se preocupar em fazer o almoço.
Hoje, os filhos tiveram o pai só para eles, coisa quase impensável quando eram casados.

Ao fazer a sua caminhada pontilhada de corrida, ao ouvir a mesma música que tanto a tinha incomodado há dias, ela nada sentiu.

E já nada sente quando ele chega tarde, quando ele não telefona, quando ele mente, quando ele não vem,... porque ele já não faz parte da sua vida.

Enfim, a paz almejada está a chegar!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Saudades

Hoje, ao fazer uma corrida e a ouvir música, ela lembrou-se que aquela música foi comprada pelo ex-marido, lembrou-se do prazer que tinham os dois ao ouvir, juntos, aquelas músicas e foi invadida por uma saudade dilacerante:

Há tanto tempo que nem isso faziam juntos.
Há tanto tempo que ele não lhe dedicava uma compilação de músicas escolhidas a pensar nela.
Há tanto tempo que ele não era o seu DJ privado.

A correr e a ouvir música, a dor foi, outra vez, dilacerante,
tão dilacerante que teve que chorar e gritar!
Teve que gritar!
De raiva...

Porquê?
Porquê o desinvestimento dele,
porquê o desapego dele?
Porquê?

Quando?
Quando é que ele deixou de gostar dela?
Quando deixou ele de investir nos dois?
Quando é que ele desistiu deles?


Ela vai ter que aprender a comprar música outra vez...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Viver

Apetece-lhe
Aprender o que nunca aprendeu.
Beber o que nunca bebeu.
Estar com quem nunca esteve.
Fazer o que nunca fez.
Ir onde nunca foi.
Provar o que nunca provou.
Sentir o que nunca sentiu.
Viver o que nunca viveu.
Viver!
Todos os dias da sua vida! Viver!
Emocionar-se!
Chorar,
gritar,
sorrir e
rir.
Rir baixinho
rir assim assim
rir à gargalhada!
Sentir!
Sentir outra coisa que não o vazio!
Mas, ela começa a encher-se!!!
Aleluia!!

domingo, 18 de maio de 2008

Sobrinhas

Ter sobrinhas é tão bom como ter amigos.
Ter sobrinhas que nos apoioam quando precisamos é fantástico...
Ter sobrinhas que fazem de babysitter para a tia sair também

é porreiro, pá